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quinta-feira, 15 de junho de 2006

Abro o caderno...
Depois de bastante procurar, uma folha em branco
Achei-a, finalmente vou poder fazer o que todos fazem.
Vou poder manchá-la, vou poder inundá-la de tinta
Tinta imunda criada pelos reles mortais
Que a esam para fazer coisas tão banais
Como uns rabiscos numa folha branca
Destroem-lhe a pureza, tiram-lhe a beleza
Nunca mais ela será a mesma...
Cada vez fica mais suja, não escrevo mais
Fecho o caderno, vou deixá-la em paz...

DMBento (6 folhas depois, no mesmo caderno do post anterior)

[no title]

De gestos à toa saem palavras à toa
Entoam na minha cabeça
Mesmo que não, mesmo que não mereça
Que se há-de fazer, haverá solução?
Ela pode estar estar longe, ou na palma da mão

Distante ou perto, bem à vista ou no meio do Deserto
Cada grão de areia é uma batalha por ti
Falta-me a experiência, eu 'inda agora nasci
O meu destino é viver estrangulado
Mas tem de haver maneira de mudar o Fado


Dois passos em frente precisam de um p'a trás
Mas tenho de consguir, será que sou capaz?
A tua luz faz-me brilhar com esperança
A tua paixão representa uma lembrança
De ti...

Tudo o que foi, vai voltar a ser
Tudo o que passou vai acontecer

Outra vez... outra vez...

Andando p'rá frente e para trás
Tudo vai acontecer, tem de acontecer

Outra vez... outra vez...


O tempo é eterno, eterno em cada dia
E toda a esperança não pode ser só fantasia
Todos os anos, são iguais, todos os anos são vitais
Sã0 365 melodias em que me deixo morrer no lento morrer dos dias...

De gestos à toa saem palavras à toa
Algumas representam a verdade, mesmo que doa
O prazer de olhar o teu rosto é divino
Sempre te procurei, desde pequenino.
Sempre o fui... e ainda sou menino


Dois passos à frente precisam de um p'ra trás
Mas vou conseguir, sei que sou capaz
A tua luz faz-me brilhar com esperança
A tua paixão represnta uma lembrança
De ti...

Tudo o que foi, vai voltar a ser
Tudo o que passou vai acontecer

Outra vez... outra vez...

Andando p'rá frente e para trás
Tudo vai acontecer, tem de acontecer

Outra vez... outra vez...


DMBento (ainda no 12º mas provavelmente já em 2002)

Devaneio

Diz que amas
Nesse profundo olhar
Em que me chamas
Com intenção de amar

Diz que me amas
E qu me adoras também
Quando me pões em chamas
E me levas para o além

Deixa-te de rodeios
E diz-me os teus sentimentos
Quando me perco nos teus seios
E em todos os momentos

Deixa-te de rodeios
Sabes que sou teu amigo
Conta-me os teus receios
Que eu livro-te do perigo

Dá-me o teu prazer
Quero-te ver sorrir
Deixa-me viver
Da morte quero fugir

Dá-me o teu prazer
Junta-me ao teu meio
Deixa-me morrer
Mas neste puro devaneio

DMBento (algures no 12º ano, em 2001 provavelmente)

domingo, 22 de janeiro de 2006

Algo que encontrei no fundo de uma gaveta

Noites de Verão...
Noites em que perco, na solidão
Do meu ser inexistente

Noites em que me perco, em vão
Sem ter sequer destino traçado

Noites em que me perco, na paixão
Do teu corpo, da tua mente

Noites em que me perco, na ilusão
Com medo de um ser apaixonado
Apenas noites, noites de Verão...

DB
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Queria ser o teu olhar
Gostava de saber o que estás a pensar
Porque não me dizes quem és?
Estou perdido ajoelhado aos teus pés

Perdido...
Perdido e sem me querer achar
Quero perder-me ainda mais

Perder-me na imensidão do teu olhar
Pois só assim terias tudo aquilo que te posso dar
Só estando dentro de ti me posso abrir
Só sabendo o que te faz te posso fazer sorrir

DB


Encontrei esta tarde um papel com estas divagações de adolescente lá escritas... Acho que a pessoa que tinha em mente na altura nunca chegou a saber de tais palavras. Eu devia ter a mania que era poeta...
Podem dizer mal à vontade!

Behave